Situação caótica no HGG: pacientes com COVID-19 e tuberculose na mesma enfermaria além de falta de medicamentos

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No programa RJ2 do último sábado (18), uma reportagem expôs a séria crise enfrentada pelos pacientes que buscam tratamento no Hospital Geral de Guarus (HGG) em Campos, região Norte Fluminense. De acordo com denúncias de uma paciente, a instituição hospitalar está mergulhada em uma situação caótica devido à escassez de remédios, insuficiência de profissionais para atender à demanda e, preocupantemente, à presença de pacientes com suspeitas de COVID-19 e tuberculose entre os demais internados.

Essas novas denúncias surgiram após uma recente fiscalização realizada por deputados estaduais, que alegaram ter testemunhado médicos registrando presença sem desempenhar suas funções adequadamente. As queixas feitas por acompanhantes e pacientes evidenciam a superlotação na unidade, acompanhada não somente pela falta de medicamentos, mas também pela escassez de suprimentos essenciais.

Em um vídeo, um paciente desabafou sobre a situação angustiante que enfrentava: “A situação está complicada. Está faltando algumas medicações. Eu mesmo tomo antibióticos porque dependo de soro e oxigênio. Não posso deixar de usar o oxigênio porque perdi parte dos meus pulmões. Preciso de uma bomba de oxigênio, de 20kg, e não sei como conseguir. Preciso tomar os antibióticos para melhorar o meu pulmão, mas esses remédios não estão disponíveis no hospital. Já fazem três dias que estou pedindo.”

A prefeitura de Campos alega que as reclamações carecem de fundamento, negando a falta de medicamentos e informando apenas uma carência temporária de fraldas, que teria sido regularizada com a reposição do estoque. Além disso, afirmam que os pacientes diagnosticados com COVID-19 ou tuberculose recebem atendimento de acordo com os protocolos de isolamento, incluindo o uso de máscaras e equipamentos de proteção individual. Acrescentam que o aumento na procura por atendimento pode estar contribuindo para as dificuldades enfrentadas, mas ressaltam que todos são atendidos conforme a classificação de risco estabelecida pela superintendência do HGG.

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