Cenário do comércio eletrônico no Brasil: Crescimento expressivo, desafios regionais e perspectivas para 2023

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O faturamento do comércio eletrônico no Brasil experimentou um notável crescimento de quase 182%, de 2017 a 2022, totalizando R$ 169,6 bilhões ao longo de seis anos. No mesmo período, o número de pedidos online apresentou um aumento expressivo de 163%, atingindo a marca de 368,7 milhões em 2022.

Os dados revelam uma participação destacada das mulheres nesse cenário, representando 58% dos 83,8 milhões de brasileiros que realizaram compras online em 2022, enquanto os homens contribuíram com os 42% restantes.

A região Sudeste se destaca como a mais ativa, com 62 milhões de compradores concentrados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Belo Horizonte. Na sequência, a região Sul apresenta 14 milhões de usuários.

Maurício Salvador, presidente da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), explicou que essa predominância regional se deve a fatores como renda, densidade demográfica e qualidade do acesso à internet. Ele observou que a distribuição do faturamento do e-commerce acompanha aproximadamente a distribuição do PIB brasileiro, mas destacou a influência da classe social e da qualidade da internet, especialmente fora das grandes capitais.

Salvador também apontou que a localização dos centros de distribuição no Sudeste e Sul contribui para tornar os habitantes dessas regiões compradores mais ativos. Ele destacou que, devido à concentração dos centros de distribuição nessas áreas, o custo do frete para o Norte e Nordeste tende a ser mais elevado, levando os consumidores a acumular pedidos.

No que diz respeito às novas regras aprovadas pelo governo para varejistas digitais estrangeiros que atuam no Brasil, Salvador expressou preocupação, afirmando que isso prejudica os vendedores locais e pode resultar em demissões no setor. Ele destacou a competição desleal com varejistas internacionais e o impacto negativo a longo prazo na população.

Quanto ao perfil dos compradores, os brasileiros de 35 a 44 anos lideram as compras online, seguidos pelos grupos etários de 25 a 34 anos. A classe C representa 54% dos compradores, enquanto as classes A e B contribuem com 32,4% do faturamento em 2022.

A pandemia foi um ponto de virada significativo, impulsionando um aumento expressivo nas compras online, tanto por parte dos consumidores quanto das empresas. O crescimento do e-commerce continuou mesmo após a reabertura das lojas físicas, com clientes fidelizados pela experiência positiva de compras online.

No primeiro semestre de 2023, as vendas no comércio eletrônico alcançaram R$ 80,4 bilhões, representando um aumento de 2% em relação ao mesmo período de 2022. O presidente da ABComm projeta atingir R$ 185,7 bilhões até o final do ano, destacando a importância das vendas na Black Friday e no Natal para o desempenho do segundo semestre. A projeção para a Black Friday indica um faturamento de R$ 7,1 bilhões, refletindo um aumento de 17% em comparação ao ano anterior.

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