Um grupo de pesquisadores brasileiros desenvolveu uma plataforma destinada ao rastreamento da depressão em idosos

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A colaboração entre três grupos de pesquisadores resultou em uma iniciativa inovadora com potencial significativo para as casas de repouso no Brasil. Eles desenvolveram uma plataforma tecnológica dedicada ao rastreamento da depressão em idosos, proporcionando não apenas um benefício direto aos residentes, mas também capacitando profissionais de saúde e gerando um impacto social significativo.

A plataforma foi concebida pela ONG Casa Ondina Lobo, com a coordenação científica da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O projeto teve início em 2022, sob a liderança da Medlogic.

Inicialmente, a plataforma visa capacitar 200 profissionais de saúde, beneficiando mais de 400 idosos. Em uma entrevista exclusiva ao Só Notícia Boa, os criadores destacaram a inovação da plataforma como uma evolução na abordagem da saúde mental, especialmente para idosos residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

A depressão é um sério problema de saúde pública global, afetando mais de 150 milhões de pessoas, conforme a Organização Mundial de Saúde. Nesse contexto, a plataforma desenvolvida pelos cientistas enfrenta esse desafio.

Os profissionais explicaram que a plataforma reconhece a singularidade de cada indivíduo, levando em consideração suas histórias e necessidades, que se intensificam com o declínio funcional e incapacidades. Cada idoso recebe um tratamento personalizado, indo além das abordagens convencionais.

A plataforma tecnológica é implementada por profissionais de saúde que, seguindo protocolos científicos, realizam uma série de perguntas aos idosos. Em caso de suspeita, o idoso é encaminhado imediatamente para uma equipe multidisciplinar do projeto e de instituições que atendem idosos. Ao longo de 10 meses, o idoso responde às mesmas perguntas em três momentos distintos, permitindo que os profissionais monitorem o progresso após a intervenção da equipe multidisciplinar. Com base nas respostas, a plataforma fornece resultados relacionados a sinais de depressão e outras fragilidades.

A equipe multidisciplinar, coordenada pela Ativa Longevidade, engloba profissionais das áreas de psicologia, gerontologia, educação física, fisioterapia, farmácia, fonoaudiologia, psiquiatria e geriatria. Em colaboração com o Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Núcleo de Geriatria e Gerontologia da UFMG, eles desenvolveram um protocolo para o projeto desde agosto de 2022.

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