MPRJ cumpre mandado contra ex-diretora de escola estadual de Campos por desvio de verbas

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O Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) e a Polícia Civil deflagraram nesta terça-feira (25) a Operação Quadro Negro em Campos.

De acordo com o MPRJ, o objetivo é cumprir cinco mandados de busca e apreensão no município, em endereços ligados a pessoas físicas e jurídicas envolvidas em um esquema que desviou 22 aparelhos de ar-condicionado e pouco mais de R$ 800 mil do Colégio Estadual Dom Otaviano de Albuquerque, localizado em Ururaí.

Um dos mandados foi cumprido na casa da ex-diretora da escola, que foi denunciada pelos crimes de associação criminosa, peculato e comunicação falsa de crime. O GAECO/MPRJ também denunciou um homem e uma mulher por associação criminosa e peculato. Os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e setembro de 2023.

Segundo o MPRJ, as verbas públicas desviadas seriam destinadas à merenda, ao transporte escolar, à reforma do sistema elétrico e à instalação dos aparelhos de ar-condicionado. Pequenos reparos na escola e a aquisição de mobiliário para uma sala também estavam incluídos no montante desviado, que causou um prejuízo de R$ 835.525,73 aos cofres públicos.

Ainda segundo o GAECO/MPRJ, a ex-diretora, responsável por gerir a conta bancária da escola, transferia via PIX os valores para a conta da empresa de um dos denunciados. Ela então solicitava o repasse dos valores transferidos, também via PIX, para si ou para outra denunciada.

De acordo com as investigações, o desaparecimento dos aparelhos de ar-condicionado foi percebido pelo diretor administrativo da Regional Norte Fluminense da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Em resposta à descoberta, a ex-diretora registrou uma suposta ocorrência de crime de extorsão na 134ª Delegacia de Polícia.

Além dos mandados, a 3ª Vara Criminal de Campos determinou o sequestro de bens dos três denunciados, de uma empresa envolvida no esquema criminoso, e de uma pessoa que recebeu depósitos em sua conta bancária, mas que não foi denunciada pelo GAECO/MPRJ nesta fase da investigação.

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