Faperj apoia 70 projetos de Jovens Cientistas Mulheres em edital inédito

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A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro acaba de anunciar o resultado de edital inédito de Apoio à Jovem Cientista Mulher com vínculo em Instituições de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro. 
 
Das 355 propostas recebidas pela Faperj, 70 projetos foram aprovados, avaliados por um comitê externo de julgamento. O número de propostas contempladas é 4,5 vezes maior do que foi estipulado inicialmente pelo edital, e representa um investimento de cerca de R$ 30 milhões na pesquisa fluminense ao longo dos 36 meses de vigência dos projetos. Cada proposta receberá auxílio de até R$ 700 mil, incluindo bolsas de Iniciação Científica. São projetos nas áreas de Ciências da Saúde, Sociais e Exatas.
  
O programa é uma chamada exclusiva para jovens cientistas mulheres e visa apoiar projetos científicos de excelência, com metodologias inovadoras com foco, preferencialmente, à criação de novas linhas de pesquisa, liderados por jovens cientistas mulheres em Instituições de Ciência e Tecnologia sediadas em território fluminense e com menos de 12 anos de doutoramento. 
 
A diretora Científica da Fundação, Eliete Bouskela, é uma das idealizadoras desse Programa e vem inserindo na Fundação ações que visam mitigar a queda de produtividade decorrente do afastamento legal pela licença maternidade das atividades de pesquisa em institutos e universidades fluminenses. Nesse edital mais de 50% das pesquisadoras contempladas foram mães no período de análise do currículo, e puderam se beneficiar do acréscimo de dois anos ao período de avaliação de produtividade. 

– Esse programa é um exemplo de quão fundamental é o apoio a políticas de maternidade na ciência. É importante salientar que a diversidade melhora e aumenta a produtividade científica – concluiu Bouskela.
 
Para o presidente da Faperj, Jerson Lima, esse programa fortalece a pesquisa científica e tecnológica no estado, além de corroborar para as políticas que promovam a diversidade na ciência. 

– Com a inserção de ações e programas, que visem diminuir as desigualdades que atingem as pesquisadoras fluminenses, permitimos que elas continuem exercendo seus trabalhos e produzindo conhecimento científico de ponta – disse.
 
As instituições com o maior número de propostas contempladas, em ordem decrescente são: Universidade Federal do Rio de Janeiro (22); Universidade do Estado do Rio de Janeiro (13); Universidade Federal Fluminense (09). Instituições de ensino e pesquisa como Fiocruz, UniRio, INCA, Uenf, Universidade Rural do Rio de Janeiro, IMPA, FGV, IFRJ, IDor, INT, Unigranrio e Unesa, também tiveram projetos aprovados neste edital.

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